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Memórias e Pensamentos

Neste blog vão aparecer críticas e comentários diversos. Desde críticas, artigos de opinião sobre diversos assuntos até curiosidades e reflexões. É pessoal mas admite contraditório.



Domingo, 07.04.13

G.I.Joe - O Ataque dos Cobra

 

tulo original: G.I. Joe - The Rise of Cobra

Realizador: Stephen Sommers

Argumento: Michael Gordon (história), Stuart Beattie (história), Stephen Sommers (história), Stuart Beattie, David Elliot, Paul Lovett

Produtores: Lorenzo di Bonaventura, Bob Ducsay, Brian Goldner

Banda sonora: Alan Silvestri

Actores pincipais: Adewale Akinnuoye-Agbaje, Joseph Gordon-Levitt, Karolina Kurkova, Byung-hun Lee, Sienna Miller, Rachel Nichols, Ray Park, Jonathan Pryce, Dennis Quaid, Said Taghmaoui, Channing Tatum, Arnold Vosloo, Marlon Wayans, Christopher Eccleston



Sinopse: O filme começa em 1641 em França quando a chefe do clã McCullen é condenado a usar uma máscara de ferro, que é colocada quente para que nunca mais a retire, por vender armas aos dois lados da barricada. Logo depois salta para o futuro, onde o descendente de McCullen apresenta uma nova arma composta por nanomitas que comem ferro produzida para a Nato pela sua empresa "MARS". Quando ela vai ser transferida da fábrica no Quirguistão para a base da Nato é atacada no caminho por uma força bem armada que só não consegue levar as ogivas de nanomitas com a intervenção da força G.I. Joe no local. Conseguem recuperar as ogivas e leva-las para um sitio seguro. Depois de serem atacados na sua base e de levaram as ogivas e conseguirem arma-las conseguem derrubar a Torre Eiffel. Mas tudo acaba com uma investida na base terrorista na calota polar numa batalha onde tudo pode acontecer.



Crítica: A empresa america Hasbro, uma multinacional que é a segunda no seu sector de mercado, depois do sucesso na adaptação de Transformers, decidiu adaptar mais uma das suas criações, o G.I. Joe. Trata-se do nome de código de uma Unidade de Elite, a que pertencem soldados de várias nacionalidades que luta contra uma organização terrorista de nome "Cobra", que quer dominar o mundo. A história se fosse bem desenvolvida e feita com algum rigor prometia ser uma franquia que ia valer a pena seguir, o que foi pena porque está mal desenvolvida e feita para ter várias continuações enquanto o mercado estiver interessado. Muito embora se saiba que estes filmes têm sequelas certas e que quando já não dá se aposta em préquelas, pedia-se que a mesma fosse pensada já para ter um número de filmes definido o que permitia que a linha narrativa fosse coerente e não apenas o suficiente para mostrar uns quantos efeitos interessantes e muitas explosões. O filme mostra-se a piscar logo o olho a uma continuação e assim funciona como um cobertor curto para uma cama demasiado comprida. Tudo é feito sem qualquer desenvolvimento e dando apenas o essencial para que a história possa continuar, esperando vir a entender tudo com a continuação, dado que este filme não vale só por si, e não augura nada de bom para uma continuação. Outro elemento agora muito em voga é por num único filme montanhas de personagens e não desenvolver nenhuma torna a história um conjunto de situações desconexas e sem sentido que um dia pode ser um conjunto. O desenvolvimeto dos personagens traria maior drama e em consequência dar maior profundidade à fita. Um Blockbuster que vai com toda a certeza agradar a fãs de efeitos especiais e explosões e carros pelo ar por tudo e por nada, mas que não é mais do que isso.

A realização de Stephen Sommers perdeu grande parte do fulgor mostrado no filme "A Múmia", para agora ser cheia de ângulos e feita a um ritmo vertiginoso. Consegue captar e enquadrar bem os planos e não tendo originalidade e criatividade acaba por ser regular. Mostra-se um realizador experiente que apenas aqui e ali deixa fugir a mão e faz com que os efeitos especiais se sobreponham à narrativa. Não sai melindrado na qualidade mas era necessário fazer melhor e exigia-se que pelo menos tentasse fazer melhor.



O argumento é sem a mínima dúvida o ponto menos da película. Começa por ir a 1641 para uma cena inicial desnecessária e que nada vem acrescentar ao filme e que sem ela o filme não perdia mesmo nada. Depois passa para o futuro e abre em várias histórias que vão sendo apresentadas em conjunto, mas sem se dar verdadeiro desenvolvimento a nada. O pior ainda é debitar informações que nem para curiosidade servem como uma personagem que acabou o curso com 12 anos, entre outras barbaridades sem sentido nenhum. Ainda tem como grande problema frases pouco realistas e nada conseguidas o que vem dar um argumento que quer ser complexo mas apenas é confuso, quer ser engrandecedor mas apenas é constrangedor. No fim temos uma hostória que um dia vai fazer sentido mas que não se agarra por si só e que apenas serve de pretexto para vermos uns efeitos e umas explosões.

As interpretações não foram mais do que regulares, quase em piloto automático e com um pouco de over-acting que apenas quer parecer fantástico mas que não é. Mas como são muitas personagens e o tempo de filme não chega às duas horas não foi dado espaço às mesmas para poderem brilhar. Como excepção que vem confirmar a regra temos a excelente interpretação de Sienna Miller que aqui se mostra inspirada e verdadeiro motor do filme.

No papel de "Heavy Duty", temos o actor britânico Adewale Akinnuoye-Agbaje, que aqui se mostra como um lider de equipa seco mas profissional, com uma ou outra parte em que exagera talvez um pouco na interpretação, mas que no global é bastante regular. Não nos dá nuances da persogem mas mostra o que é necessário mostrar. Com o mau da fita temos mais um actor que apenas está regular quando se pedia maléfico e sem chama que nem quando diz que quer dominar o mundo parece meter medo a ninguém, aqui o actor Christopher Eccleston podia e devia fazer bem melhor e ficam a faltar cenas adicionais que pudessem compor melhor o personagem. Joseph Gordon-Levitt conseguiria uma boa interpretação se lhe tivesse sido dado espaço suficiente e além de Sienna Miller, tem sem a mínima dúvida as melhores cenas dramáticas. Assim como médico que desenvolveu os nanomitas apenas aparece de quando em quando sem grande preponderânica. A caracterização muito boa, quase nem se dando conta que é o actor. Depois temos ainda o actor Byung-hun Lee, que aqui nos oferece uma performace sem chama mas sem comprometer e que promete não ficar na história. O seu personagens de quase samurai serve para criar um pouco de adrenalina na história e envolvimento mas esperemos que em próximos filme seja mais desenvolvida a sua história. A personagem de Rachel Nichols é a de um génio que tem sempre uma ideia para tudo e exímia lutadora e atiradora e mais uma que sofre do problema de desenvolvimento.

 


A personagem de Dennis Quad sofre de um over acting que não se esperava deste actor acabando por para mim ser a grande desilusão do filme. A personagem tinha muito para dar mas ficou apenas um chefe militar com muita garra e que está sempre pronto para a luta, mas a quem se pedia um pouco mais de drama na personagem e ser capaz de encarnar mais duplicidade e mais engenho.

Channing Tatum mostra que consegue ser regular mas não mais do que isso e não dá a devida réplica à sua contraparte Sienna Miller. A mesma interpretação regular se viu em Arnold Vosloo, Jonathan Pryce, Marlon Wayams e Said Taghmaoui. Mas é Sienna Miller que nos oferece a interpretação mais emocionante do filme que nos trás a personagem com mais duplicidade e maior engenho de todas. Ela consegue ser teatral e hipnótica nas suas entradas, frágil e romântica noutras, sentido de espaço e tempo notáveis e que aqui nos dá um show de representação sem igual. A actriz demostra ter garra e que pode com toda a certeza apostar em papéis mais de acção onde não é nada costume vê-la. Uma estrela que faz brilhar todo o filme e que por muito pouco não o consegue elevar a um nível melhor.



Um filme que no todo podia ser bem melhor, com actores secundários bastante regulares e com uma banda sonora que não sendo perfeita demonstra estar à altura. Tudo feito para um público que gosta de explosões e pipocas em baldes grandes e que não descola do típico Blockbuster que sempre promete mais do que dá, e que vai ter uma infinidade de sequelas até cansar mas que nunca vai conseguir alcançar uma qualidade superior, nem deve sequer a isso aspirar.


Votação: 6/10


 

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por memoriasepensamentos às 14:52



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