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Memórias e Pensamentos

Neste blog vão aparecer críticas e comentários diversos. Desde críticas, artigos de opinião sobre diversos assuntos até curiosidades e reflexões. É pessoal mas admite contraditório.



Sábado, 06.04.13

Fogo contra Fogo

 

Título Original: Fire With Fire

Realizador: David Barrett

Argumento: Tom O´Connor

Produtores: 50 Cent, Andrew Deane, Randall Emmett, George Furla, Richard Jackson, Matthew Rhodes

Banda Sonora: Trevor Morris

Actores principais: Josh Duhamel, Bruce Willis, Rosario Dawson, Vincent D´Onofrio



Sinopse: Um bombeiro destemido e bom samaritano depois de mais um fogo extinto vai com os colegas e amigos a uma loja de conveniência, e quando lá está a fazer algumas compras para uma festa com os mesmos entram membros de um grupo ariano que querem ficar com a loja, por está ter boa localização. Acabam por matar o propritário e o seu filho, mas o bombeiro consegue escapar e contar às autoridades. Como único que pode testemunhar contra um criminoso perigoso é colocado em protecção de testemunhas, onde começa um relacionamento com uma das policias do FBI. Quando são encontrados e quase mortos, e mais uma vez ameaçados de não terem descanso nem com ele preso, decidem pelas próprias mãos resolver o assunto antes de serem apanhados pela polícia.

 


Crítica: Um drama de acção que prometia mais do que o que consegue cumprir. A abrir tem duas cenas bem estruturadas e conseguidas com pouco argumento mas que colocam o tom que o filme quer mostrar. E a ideia inicial parecia ter bastante sumo para onde ir, mas estas duas cenas e quase no final são o que se aproveita nesta película que nos Estados Unidos passou directo para DVD. Filme com cortes idiotas e pouco profissionais, uma realização que não consegue contextualizar e enquadrar as coisas e passa logo para o essencial. Filme demasiado curto e demasiado espremido o que leva a um argumento bastante sofrido e que dá um tiro no pé a cada nova cena. Um filme para ver sem cérebro e com uma boa dose de pipocas para ainda se ganhar alguma coisa. Depois de tudo visto e revisto no global temos um drama que vive dos actores que conseguiu recrutar mas não aproveita o enorme potencial que eles têm para dar. Assim num dia chuvoso de Domingo, se não houver mais nada para ver, este filme é a escolha que deve fazer enquanto não estiver a dar outra coisa.

A realização de David Barrett é notoriamente típica de episódio de serie, realidade de onde ele vem e pela amostra de onde não devia ter saído. Sem grandes enquadramentos acaba por não aproveitar nenhum dos sitios onde está a filmar e acaba também por cortar qualquer hipótese de deixar o filme respirar um pouco, com um bom punhado de cenas em que houvesse mais drama e menos acção. Temos apenas duas ou três cenas marcantes e todas elas imponenetes mas não por causa dos actores mas de um cenário realista mas impressionante. A ideia era uma realização rápida para dar um ritmo acelarado ao filme, sem grandes enfeites e tudo bastante enxuto, mas assim corta pela base toda e qualquer hipótese de termos um filme digno de ver. Até novas oportunidades este realizador está muito prezo ao estilo de realização de series com tempo curto, para conseguir mostrar um filme com flutuações interessantes.

O argumento é outro que tinha ideia para estarmos a falar de um clássico mas que optou por ser medíocre e cheio de buracos que além de não se entenderem são tipicos de amador. Um dos maiores erros do filme é deitar fora a credibilidade e deixar mais buracos que um queijo suiço em algo que prometia mas que infelizmente não cumpriu. Os agentes do FBI desaparecem sem deixar rasto para nunca mais aparecerem, tudo com uma premissa absurda de que ele agora era um fantasma e podia andar por ai sem darem por ele. e depois todos o encontram menos os gajos do FBI. E o malandro anda pelos sítios onde sempre andou. Se não deram com ele foi porque não quiseram. A cena entre o bombeiro e o criminoso pedia-se algo mais bombástico já que era o final de uma caçada. Ou seja, não cola duas ideias que se vejam e fica apenas um pouco de violência desnecessária e inútil e um film com umas deixas e umas tantas frases feitas, a acabar com uma colecção de clíches que batem quase todos ao lado.



As interpretações prometiam ser interessantes ao ter o icóne do cinema de acção Bruce Willis, mas que aqui apenas está para marcar o ponto e dar pontos à fita. A Rosario Dawson a precisar de mais espaço em fita para consolidar a personagem e um personagem principal que parece não caber num pouco inspirado Josh Duhamel. Nem um bom conjunto de actores e actrizes faz um bom filme e isso aqui fica provado para além de qualquer dúvida.

Para começar por Josh Duhamel, que é um excelente actor, mas a quem não se reconhecem capacidades para filmes de acção, as cenas não ficam realistas a não serem quado chegamos às cenas mais dramáticas onde o desempenho consegue ser razoável. Este bombeiro começa por ser o bom da fita que apenas quer ajudar naquilo que melhor sabe fazer, salvar vidas. As lutas e cenas em que era preciso mostrar mais presença e não um enfado de quem já sabe que tudo vai correr bem. Sem adrenalina e muito fechado consegue um todo que não é credivel e mais parece que de milagre em milagre chega ao fim ainda vivo. Mas o argumento e realização também não o ajudaram a conseguir melhor do que o que ele tinha para dar.

Rosario Dawson e a sua polícia do FBI, que mostra bastante quimica com o actor principal, mas que é prejudicada por aparecer pouco em cena e nunca em cenas que puxem por ela. Está presente apenas para servir de par romântico ao bombeiro, e algures pelo meio perde por completo toda a razão de ser e credibilidade por causa de um argumnto muito fraco. Ao longo do filme puxa da arma umas 5 vezes ao todo e só consegue acertar em latas e no mau da fita. Sabe a pouco para quem podia dar muito mais.

Bruce Willis aqui num papel secundário de quase reforma, é um polícia de secretária preocupado e traumatizado que apenas aparece em cena para proteger o personagem principal e cumprir o papel de mardar umas bocas, desta vez nada consistentes ou certeiras antes de arrumar com um gajo. Muito pouco para um actor de renome que não se percebe como foi capaz de entrar em toda esta palhaçada que parece um filme que nunca devia ter sido feito.

Por fim, o actor que faz o papel de criminoso implacável, Vincent D´Onofrio, com direito a suástica a fazer lembrar o filme América Proíbida, tem o melhor papel do filme. Faz o criminoso frio e calculista na perfeição e deixa a ideia que em outras mãos e uma interpretação algo mais psicótico e não tanto maniqueista seria algo a reter na sua já extensa filmografia. Assim fica apenas um lapso numa carreira já com filmes bastante interessantes.



No todo temos um filme desiquilibrado, que não sabe aproveitar os cenários nem os actores, uma banda sonora inconsequente e que não trás nada de novo a fita e uma história que mais parece um conjunto de recortes de várias ideias mas que nunca consegue amarrar tudo a uma ideia inteligente. Os filmes de acção são para ver normalmente com o espírito crítico pouco desenvolvido mas este quer tratar todos os espectadores como perfeitos idiotas. Assim aquilo que podia parecer uma ideia interessante e uma premissa prometedora não foi além do medíocre e nunca subiu para a fasquia do razoável mais do que uma ou duas vezes. Em conclusão, não vale a pena ver e foi um total desperdicio dos recursos pois não merecia ter sido produzido nem como filme de serie B.


Votação: 4/10

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por memoriasepensamentos às 11:09



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