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Memórias e Pensamentos

Neste blog vão aparecer críticas e comentários diversos. Desde críticas, artigos de opinião sobre diversos assuntos até curiosidades e reflexões. É pessoal mas admite contraditório.



Segunda-feira, 15.04.13

Esquecido

 

 

Título original: Oblivion

Realizador: Joseph Kosinski

Argumento: Joseph Kosinski (Novela gráfica), Arvid Nelson (Novela gráfica), Joseph Kosinski, Karl Gajdusek, Michael Arndt

Produtores: Joseph Kosinski, Peter Chernin, Dylan Clark, Duncan Henderson, Barry Levine

Banda Sonora: Anthony Gonzalez, M.8.3, Joseph Trapanese

Actores principais: Tom Cruise, Olga Kurylenko, Morgan Freeman, Nicolaj Coster-Waldau, Melissa Leo, Andrea Riseborough

 

 

 

Sinopse: Num futuro não muito longínquo a terra é atacada e depois de se rebentar com a lua tem de se usar armas nucleares para conseguir acabar com a guerra, mas com o seu uso a terra ficou inabitável. Assim há a necessidade de em condições artificiais passar  a população da terra para Titã, uma das luas de Saturno, e para tanto é preciso retirar os recursos há terra de modo a todos viverem na nova localização. Como essas bases ainda são atacadas, é necessário controlar os drones que servem de segurança. Assim na terra apenas estão uma controladora e um técnico para reparação dos drones. Um dia numa das missões cai numa das zonas de segurança um módulo espacial com seres humanos com vida. Os drones matam todos menos uma mulher que o tecnico consegue salvar. E este aparecimeto trás consequências para a vida de todos.

 

 

Crítica:Depois de realizar Tron - O Legado, Joseph Kosinski sentiu-se à vontade no seu novo projecto, a adaptação para o grande ecrã de uma novela gráfica de que ele mesmo é o autor. Estamos no terreno da ficção científica com propósitos de acção. Assim é o mesmo que dizer que a ideia é interessante e podia ter um desenvolvimento diferente, mais profundo e igualmente mais dramático, mas tem argumento suficiente e twists e pequenas surpresas aqui e ali que sustentam o filme como um todo. Os efeitos especiais estão bem doseados e de onde a onde são mesmo gigantescos. Não se podem negar algumas influências da história, em algumas cenas tem um pouco de "Guerra das Estrelas", uma pitada de "Guerra dos Mundos", um cheirinho de "Matrix", uma pincelada de "Avatar", entre outros. Mas o cinema são também influências e referências, e quem procura um filme sem influências de outros filmes então quase não deve ir ao cinema, porque quase todos os filmes têm influências. No todo o filme está bem conseguido, e apenas em alguns momentos tem uma ou outra cena previsível, mas nada que atrapalha o filme no global. Esta uma obra bem conseguida, e um blockbuster que merece bem uma ida ao cinema.

 

 

A realização de Joseph Kosinski é bastante interessante e nota-se que sabe tirar proveito do material que tem. Neste tipo de filmes é sempre necessário mostrar o ambiente que rodeia o mesmo por ser importante naquilo que quer transmitir a quem o vê. Tem cenários fantásticos e o planeta terra completamente desabitado é uma vista e tanto. Tem um ritmo de quem tem confiança e sabe o que faz, ao saber aumentar ou diminuir o ritmo conforme interessa mais à película que está a realizar, e de quando em quando consegue mesmo surpreender visualmente. As cenas de acção estão bem pensadas e bem imaginadas e a sua realização demonstra que foram bem amadurecidas, porque se nota sempre o que o realizador nos quer mostrar, mesmo nas imagens mais perto dos objectos. A qualidade de imagem ajuda bastante e não terem optado pelo 3D parece-me uma decisão acertada e de certeza que o filme ficou melhor e a ganhar. Consegue ser envolvente sem isso e não precisa de nos atirar com coisas para cima para consegui passar a mensagem. No todo fica a ideia que temos realizador para nos próximos anos nos oferecer mais alguns filmes que não sendo clássicos ficam na retina.

 

 

O argumento como atrás descrito é bastante interessante, com algumas ideias a pedir melhor exploração, mas para aquilo que o filme se propunha fazer é bastante completo. Ganha como quase sempre ganham os filmes por quem adapta a história ser o mesmo que escreveu a original. Normalmente isso faz com que a adaptação seja bem conseguida pois consegue mostrar as partes mais importantes da história e manter todo o espírito sem o qual falamos de uma história diferente. Aqui a primeira hora está bastante dramática e conseguida, com um argumento que apenas nos dá o suficiente para seguimos a história sem andar preocupado em nos dar pistas não sejamos nós asnos que depois não compreendemos. Depois começa a parte mais desenvolvida do filme e onde se começa a perceber as coisas e nada melhor que na segunda parte da história revirar tudo e começar a colocar dúvidas onde elas não existiam. Os ocasionais flash-backsvão dando a ideia de haver mais qualquer coisa, que o argumento vai disfarçando e ocultando até ao momento final em que tudo é perceptivel e só falta a cena final. Tudo bem composto e bem entregue numa embalagem que não é só vistosa mas também tem algum conteudo.

 

 

No que às interpretações diz respeito, tendo em conta que estamos num filme de ficção científica virado para uma vertente de acção estão bastante regulares.

No papel de tecnico que compõe os drones que servem de protecção, e que conduz a nave futurista, temos um Tom Cruise habituado a ser herói de acção de alguns Blockbusters, consegue o equilibrio certo entre humor, capacidade física e interpretação suficiente para nos dar as várias nuances e vários momentos dramáticos. também é ajudado por um argumento com poucas personagens mas que dá desenvolvimento suficiente às poucas que tem e na primeira hora de filme só há três personagens e uma é secundária pelo que é dado tempo para a interpretação amadurecer e crescer como deve ser.

A britânica Andrea Riseborough, serve de interprete feminina de Tom Cruise e sua controladora nas várias missões, e mostra-nos que consegue ser frágil ao mesmo tempo que é mandona e ainda tem uns traços de sensualidade que consegue transformar a sua performance em algo bastante apelativo. Sem ser uma actriz reconhecida pelo público em geram demonstra que tem capacidades suficientes para começar a entrar nos filmes mais conhecidos de Hollywood, e que por vezes fazem falta actrizes que com alguma humildade façam papéis interessantes tanto visualmente como emocionalmente. Também ajudada pelo argumento sai-se com bastante proficiência do papel.

 

 

Para terminar um triângulo de personagens principais na história temos uma Olga Kurylenko que talvez tenha a melhor interpretação do filme. é bastante refrescante ver a capacidade dramática da Ucraniana, que assim consegue passar angústia, o sentimento de perda, e que nos momentos de acção demonstra estar igualmente à vontade. Não seria a primeira que se pensaria para uma personagem deste tipo, mas o certo é que demonstra qualidades que já se lhe reconheciam e que mereciam ser exploradas.

 Na galeria de personagens secundárias temos dois pesos pesados de Hollywood, do lado masculino, o vencedor de um óscar de melhor actor secundário por Million Dollar Baby - Sonhos Vencidos, Morgam Freeman, que aqui nos empresta uma personagem que apenas apenas na segunda metade do filme, mas que tem carisma e personalidade suficiente para entrar na retina. E quando ele aparece de onde menos se espera fecha com chave de ouro a sua interpretação. Do lado feminino temos a vencedora de um óscar de melhor actriz secundária pelo filme O Lutador, Melissa Leo, que sem nunca aparecer directamente nos dá uma interpretação à altura do que era pedido.

Ainda temos Nicolaj Coster-Waldau que tem qualidade suficiente para nos mostrar boa interpretação na sua quase fugidia personagem.

 

Um Filme que nos oferece apenas aquilo que promete e que o faz com bastante qualidade e preocupação em não ser apenas efeitos especiais e acho que congue. A banda sonora acompanha muito bem e dá um realce bastante interessante às cenas. Vale a pena ver.

 

Votação: 8/10

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por memoriasepensamentos às 10:56



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